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11 julho 2011 / Tags: , , , , , , ,

Qualquer uma do Coldplay.

Enterrei fundo minha mão nos cabelos dele, enquanto tentava o máximo possível não olhar pro lado. Apenas queria sentir. Guarda o cheiro de sabonete que vinha do braço que ele usava pra brincar com uma das pulseiras do meu braço (aquela que ele havia me comprado em alguma das nossas viagens a praia e que estava bem gasta, mas que não me sentia capaz de tirar), o cheiro que vinha da blusa que ele gentilmente me emprestou pra dormir pela última vez naquela cama tão conhecida e o cheio daquele quarto em que tantas vezes estive e do qual nunca pensei que precisaria me despedir.

- Quando?
- Mais tarde
- Por quanto tempo?
- Não sei
- Você nunca sabe...

Não pude responder as reticências dele. Elas sempre diziam tudo que precisava. Eu realmente nunca sabia. Como podia imaginar que um dia precisaria dá idéia de cruzar o oceano pra entender que tudo que sempre quis estava ali ao lado? Porque, afinal, morar longe desse país imundo sempre foi meu sonho (ou seria o sonho dele que eu havia adotado pra mim?)

- Eu sinto sua falta
- Eu ainda não fui embora
- Mas, parece que partiu a um tempo de dentro de mim
- Está dizendo que me esqueceu?
- Estou dizendo que preciso
- E vai?

Silêncio.

Aquela não-resposta foi tudo que consegui enquanto espiava assustada os lábios dele formarem uma linha dura e o silêncio me explicou que não era provavelmente sair por voz: você não esquece uma vida toda, nem mesmo se essa vida vai embora.

- Quero que você venha comigo...
- Por quê?
- Porque eu preciso de novos ares, porque eu preciso te conquistar novamente...
- Você me perdeu quando aceitou ir
- Mas posso tentar te ter novamente
- E se eu disser que não quero?
- Eu digo que está mentindo
- Mas, não estou
- Eu sei...

Escutei a respiração suave dele enquanto tentava enterrar mais essa dor dentro daquele baú em que eu guardava todas pra só abrir durante o banho, onde minhas lágrimas salgadas e dolorosas se misturavam a água e não pareciam tão tristes assim.

- Você foi meu melhor amigo
- Você foi minha única amiga
- Porque precisa ser passado?
- Porque assim dói menos
- Não em mim...

Então ele cravou os olhos nos meus. E eu adorava o modo como as bochechas dele pareciam maiores quando ele inclinava a cabeça daquele jeito no travesseiro; e como os lábios dele pareciam ainda mais finos quando ele estava zangado e especialmente aquele pedido suplicante me dizendo pra não ir, pra adiar, pra ficar ali pra sempre, mesmo que esse pedido estivesse tão bem disfarçado no eu-não-me-importo-de-te-perder que pousava sobre os ombros dele, fazendo companhia aquele orgulho imenso. Procurei guardar tudo aquilo mesmo sabendo que doía pensar em nunca mais ter.

- Tem certeza que quer que seja assim? Que eu nunca mais ligue, nem te procure?
- Se as coisas fosse como eu quero, você não iria embora...
- E depois?
- Depois nada. As coisas continuariam como estão
- Então é o fim?
- Não, é o seu novo começo. E eu não estou incluído nele.

...

NOTA DA AUTORA; eu sei que tenho me repetido muito, mas é que nunca pareço dizer tudo que preciso então continuo tentando, tentando, tentando... Quem sabe juntando todo eu consiga?

Nem sei por que postei isso, só deu vontade. Breve um conto de verdade. Talvez ainda hoje, amanhã, semana que vem, quem sabe? Não ando muito regular nos contos e peço desculpas por isso. Logo volto ao normal, prometo. 

13 março 2011 / Tags: , , ,



Algo molhado lhe percorria os dedos do pé. Ele retirou o braço dos olhos e observou entre suas pernas. Max tendia a cabeça para o lado esquerdo e deixava a longa língua caída bem ali. Aquele labrador sabia mesmo como sorrir de um jeito bonito. Alex sentia-se péssimo desde que ela se fora – e olha que já fazia um bom tempo – e sua única companhia e animação estava resumida naquele saco de pêlos. Observou Max novamente, procurando algum consolo nos olhos molhados do amigo. Ele sempre encontrava. Como resistir aquilo? Levantou-se devagar, agarrou a câmera no criado mudo e devagarzinho registrou aquilo.

Max já estava tão acostumado com os flashes do dono que nem se importava mais. Foi até onde o rapaz e esfregou sua cabeça em suas calças, exigindo sua recompensa a ser paga em moedas de carinho. Alex afagou a cabeça do amigo. Ele podia sentir que Max estava incomodado com sua falta de animação dos últimos meses. Costumava parar e pensar o que seria de si mesmo sem aquele carinha ali para lhe animar todas as vezes que a alegria lhe escapava pelos dedos. E claro, sem o seu modelo preferido. Logo desistia de pensar naquela besteira e encontrava as resposta em alguma coisa quebrada pelo apartamento: Seria mais fácil, mas não mais feliz.

Depois de dar um sorriso ao amigo – o melhor que conseguiu – lhe deu um tapinha nas costas: - Que tal um pouco de exercícios, amigão? Pegou a coleira de Max e colocou-a em seu pescoço. Fazia tempos que eles não corriam no parque e Max animou-se no mesmo instante. Alex vestiu uma calça de malha cinza, uma blusa de mangas azul marinho e uns tênis surrados que gostava, pegou o amigo pela coleira. Era hora de dar um pouco de animação a quem só havia feito aquilo para ele nos últimos meses.

Saíram em direção ao parque que ficava próximo dali. Max tão animado que corria loucamente, forçando Alex a correr ao seu lado. Os ventos do princípio da noite percorriam o pêlo de Max e por não dizer, os de Alex também. A lua cheia iluminava o parque e tirava da garganta do animal uivos de devoção.

Quando o coração já quase lhe escapava pela garganta, Alex forçou a coleira e pediu um tempo. Max – com relutância, mas compreensão – sentou-se ao lado do dono com a língua para fora e a cabeça no colo dele.

Há quanto tempo ele não fazia aquilo? Tempo demais! Perguntou e respondeu para si mesmo. Max colocou sua cabeça grande sobre o colo do dono que havia comprado água para os dois e aproveitava agora para verificar a câmera que havia trazido. Não era muita surpresa. Aquela máquina era quase um orgão externo de Alex desde... Bem, sempre. Ele – além de trabalhar com fotografia – era completamente apaixonado por registrar todos os momentos que pudesse.

Então, Max começou novamente a uivar para a lua. Depois, deu seu jeito de sair da coleira – habilidade adquirida com muito treino, diga-se de passagem – e correu em direção ao parque. Alex que não estava surpreso do amigo ter conseguido tal proeza, respirou fundo e correu novamente atrás de Max.

Perdeu-o de vista minutos depois.
Num desespero silencioso, Alex procurou o amigo com o olhar em todos os lugares.
Chamou com toda a força de seus pulmões.

Depois de procurar por todo o parque, sentiu duas patas escostarem em seus joelhos. Max estava ali com cara de quem não entendia o que o dono estava procurando. Alex deu uma enorme risada e abaixou-se, coçando a barriga do amigo que recebeu o carinho deitando-se com força no chão e deixando a língua tombar para o lado esquerdo.

O vento bateu suavemente em seu rosto e ele parou alguns instante observando o amigo deitado. Uma sensação de amor incomensurável invadiu-lhe as veias e ele compreendeu: Não importava quantas vezes seu coração fosse partido, Max sempre daria um jeito de colar todos os pedaços com um sorriso de lingua caída.


Dedicado ao meu colador de pedaços de coração: Dobby. Bebe da mamãe.
Obrigada por sempre curar as minhas dores com os seus sorrisos.
Eu te amo para sempre.

04 fevereiro 2011 / Tags: , ,


Se puder sugerir uma trilha sonora, diria “No It Isn't – Plus 44”

Se aquele desgraçado estava pensando que as coisas iam ficar ok depois dele ter me dado essa mordida ridícula na bochecha, ele estava tão completamente errado que até dava dó. Que diabos eu iria dizer pra minha mãe quando chegasse em casa? Que estava bêbada e provavelmente drogada, no apartamento do meu melhor amigo quando ele – que estava pior que eu – decidiu morder minha bochecha pra arrancar um pedaço ao preço do bel-prazer?

Eu ia matá-lo, só estava esperando-o sair do banheiro.

Puxei a camisa dele para mais perto dos meus joelhos, mas ela logo voltou quase mostrando toda a minha roupa de baixo. Cuspe a palavra “porcaria” como se aquele xingamento escarrado pudesse amenizar todos os meus problemas. Eu sabia que não, mas acreditava que um dia essa teoria fosse me surpreender como sendo a única das verdades.

Xingar sempre ajudava meu ego.

Então me sentei no chão frio e mirei a garrafa de vodka que estava sob o balcão da cozinha. Um riso maldoso cortou minha garganta quando percebi que não tinha força para levantar até lá. Até tentei, mas bater o traseiro no chão doía de verdade, então parei no mesmo instante. Restava-me abraçar os joelhos, sentir a mordida latejando e o chão frio.

Apesar de tudo aquilo, a verdade é que eu gostava de ficar a sós com ele.

Só nós dois, nossas bebidas, nossas músicas estranhas e risadas altas demais. Geralmente pouca roupa, mas sem nunca encostar com malícia um no outro. Ele podia lamber os meus lábios e mesmo assim eu ainda o via do mesmo modo que uma irmã vê um irmão. Talvez, além disso. Ele era tudo que eu tinha e eu temia o dia em que o perderia.

Porque, no fundo, eu sabia que um dia iria perdê-lo.

Mas, enquanto isso, eu me perdia naquela diversão destrutiva e ridícula, simplesmente porque o caminho que parecia ser o da perdição me levava pro único lugar do mundo em que as coisas finalmente pareciam certas: o reflexo do meu rosto embriagada e sorridente nos olhos verdes dele.

A porta do banheiro se abriu atrás de mim e ele saiu de lá. Parecia que tinha vomitado até mesmo o coração – que eu acreditava já ter acontecido há algumas noites atrás – e riu me observando caída. “– Ei franguinho, levanta daí...” eu o ouvir dizer. “– Me deixa quieta, estou bolando jeitos de ti matar...” respondi, ouvindo minha voz esganiçada, rouca e fraca. “– Está tendo boas idéias?” ele perguntou interessado, enquanto se jogava qual um boneco de pano na cama que agora mais parecia um campo de batalha pós-guerra. “– Na verdade, não.” E depois disso, me arrastei reunindo as forças que me restavam, para também me jogar na cama, ao lado dele.

“– Continue tentando, franginho, uma hora os bons planos vêm...”, ele disse isso, colocando o braço debaixo da minha cabeça e com o rosto entre o meu cabelo. Minutos depois ele estava dormindo. Julguei que era melhor ficar ali também. Mordi o pescoço dele com força, me virei pro outro lado e dormi satisfeita.  

...

NOTA DA AUTORA: Deu vontade de escrever algo sujo. Sinto muito se esperavam um pouco mais de leveza. Tento ser leve no próximo.

E, aliás, gostaria de agradecer a todos os lindos comentários que tenho recebido. É uma honra enorme poder despertar emoções nas outras pessoas com essas palavras organizadas de modo estranho, mas com carinho. Espero sempre conseguir porque afinal, eu escrevo para tocar seus corações e aliviar o meu cérebro. Estamos conseguindo?

19 janeiro 2011 / Tags: , , , ,



Aviso previamente que esse é um conto enorme
 e que eu não sou boa escrevendo em primeira pessoa.
Pelo tamanho, resolvi colocar um "continuar lendo" para não sobrecarregar a pagina do blog.
Espero realmente que gostem do conto.

Quando desci as escadas, observei o mar de brinquedos, tintas e gritaria que os gêmeos haviam feito na sala e finalmente alcancei a porta de entrada, queria tudo, exceto abrir a porta. Porque eu sabia que ele estaria lá fora com aquele sorriso sem humor, aquela mochila nas costas e os fios negros escondendo qualquer coisa que pudesse me deixar menos confusa.

Porque justo ele precisava ser minha dupla?

Coloquei a mão na maçaneta e pedi para o chão abaixo de mim sumir. Ser tragada pela terra parecia bem mais confortável que aquilo. Naquele instante a campainha tocou novamente. Lúcia, a baba dos gêmeos, saiu da cozinha de boca aberta. Provavelmente só foi até lá verificar o bolo no fogo e quando voltou encontrou aquele caos. De qualquer forma, ela encontrou fôlego para perguntar "Precisa de ajuda, Anne?"

Eu quis gritar, dizer para ela me ajudar a tapar todas as entradas e acionar os alarmes da casa porque um ladrão estava do outro lado da porta. Mas, mantive a face serena e balancei a cabeça. Aquilo era problema meu. E roubar corações não é um crime nesse país. Mas, olha, bem que deveria ser!

De qualquer maneira, eu podia ver a sombra dele por baixo da porta e conhecendo-o um pouco estava bem claro que ele iria embora em instantes, se eu não gira-se aquela maçaneta. Foi o que eu fiz. Abri e pontuei esse verbo com um suspiro de conformismo. Enfrentar os medos faz parte de ser corajoso, não é? E eu sou muito corajosa, acredite.

Claro que ele estava lá parado com as mãos nos bolsos, subindo e descendo sobre os pés. Ele não disse nada quando me viu, mas fitou-me com tanta intensidade que eu quis fechar a porta novamente. Porém, saí da frete e o convidei silenciosamente a entrar. Ele aceitou caminhando calmamente até o pé das escadarias.

"Leve seu amigo pro seu quarto, Anne. Vai ser impossível atravessar até aqui. Frederico, não jogue os brinquedos assim!". As minhas sobrancelhas deram um pulo ao escutar aquilo. Como é?! Levar o Vicente pro meu quarto?! A Lúcia estava ficando louca ou o quê?!

05 janeiro 2011 / Tags: , , ,





Olhando-o de perto, ele nem era tão bonito assim. Tinha aquela pele macia, mas cheia de cicatrizes que só ela podia ver. Certo, isso não era bem um defeito. E claro que tinha aquele vinco no meio da testa, sinal de que as coisas não estavam muito bem. Culpa dela. Mas, quem disse que isso incomodava?

Claro que ele ficava horroroso comendo, quem não fica? Mas, aquelas menininhas mais novas provavelmente achavam encantador. Ela sempre se perguntou por que nunca o havia expulsado de casa quando o via fazer aquilo. Aí lembrava que morava com ele há três anos e como era difícil achar alguém que não incomodasse tanto para ser companheiro de apartamento. Ninguém agüenta um aluguel daquele sozinho.

E lá estava ela, sendo fuzilada pelas costas por aquela mesa de colegiais ao lado, sem realmente merecer. Ela nunca havia chegado perto dele o suficiente para qualquer espécie de ciúmes tolos de nenhuma delas. Aliás, dormir junto numa noite fria de lençóis sujos não é perto o suficiente, ou é?

Bem, o fato é que ele cheirava  a banho recém-tomado e aquele perfume que ela mesma havia escolhido, porque o anterior era péssimo, assim como todos os outros. E usava aquelas camisas quadriculadas aberta do tempo do avô, mal gomadas e com uma camiseta branca por baixo. Um jeans surrado que ele raramente lavava. Aqueles tênis enormes e sem cadarços. E claro, ele sempre vestia aquele sorriso vulgar e conquistador.

Dava até pra entender os suspiros da mesa das colegiais.

Finalmente ele havia acabado, mas não antes de enfiar-lhe o hambúrguer quase goela abaixo, enquanto ela esforçava-se para dizer que não queria nada e pontuar com um bom palavrão. Então, ele caminhava ao seu lado e antes de passar pela mesa das colegiais, cruzava seus dedos nos dela e ficava fazendo círculos com o polegar. Irritava, mas ela sabia que era só mais uma das mil manias dele.

Ela o observou pelo canto dos olhos, enquanto caminhavam pelas ruas cheias de desconhecidos que pouco importava o que pensassem. Ele continuava falando sem parar sobre aquela menina imbecil que ele estava namorando há algum tempo. O que ela havia feito dessa vez? Óbvio: as mesmas incompreensões de sempre.

Então ele percebia que ela não estava interessada, parava de falar e colocava seu braço pesado sobre o ombro dela. Era difícil subir as escadas do prédio daquela maneira, mas ela já havia reclamado demais pra nunca ser ouvida. Ele abriu a porta e a deixou jogar seus sapatos e a bolsa na cozinha.

Quando ela voltava para a sala, o encontrava com a TV ligada e deitado no chão, olhando o teto. Não parecia ouvir nada, imerso demais na sua própria escuridão. Ela ia até lá e sentava-se ao seu lado. O fazia levantar e lhe tirava a camisa. Depois entregava um copo do uísque barato que havia comprado.

Ele sempre olhava desconfiado, mas depois tirava o maço do cigarro do bolso, bebia um gole e acendia um. Ela o roubava na segunda tragada. Revezavam uma tragada por vez até acabar. Apenas um copo para cada um, apenas um cigarro por depressão, era essa a política ali.

Então ele deitava as costas nuas no tapete. Ela deitava ao seu lado, e não muito depois suas mãos procuravam os fios do cabelo dele. Era o castanho mais macio que ela já havia tocado, mesmo com aquela mania de acariciar o cabelo de todo mundo que conhecia.

O dele era especial.

Ele fechava os olhos e calava-se, deixando-a deslizar seus dedos pelos fios do cabelo dele lentamente. Subindo todos os dedos até o topo, depois deslizando lentamente até o fim. Provavelmente ela deveria dizer alguma coisa, mas ele sabia exatamente o que ela diria. Ela também sabia exatamente o que ele responderia. Então eles ficavam naquele silêncio confortável de quem não precisa dizer nada.

Naquele momento ela esquecia todos os milhares de defeitos dele e tinha certeza que o amava de um jeito único, nunca experimentado antes. Ela observava o rosto dele por muito tempo, até que ele finalmente cansava de ignorar as rajadas quentes de ar que vinham da boca dela e virava os olhos em direção aos dela. Eles ficavam observando um ao outro por muito tempo.

Só então ela parava de acariciar o cabelo, sob os protestos-mudo do olhar dele, e deitava sobre o peito nu. Colocava seu ouvido bem encima de onde o coração dele pulsava calmamente e ficava ali. Todos os problemas acabavam naquele padrão eterno e terno de batidas.

Tudo que ela lembrava depois daquilo, era de ter dormido, de ser carregada no colo e colocada com delicadeza na cama, depois sentia o corpo quente dele ao seu lado, sentia o lençol sendo puxado sob seus corpos. Então ela lançava seu braço sobre o corpo dele e apertava-o forte contra o próprio corpo.

"Eu te amo. Obrigado." podia escutá-lo dizer bem baixinho. Ela o beijava no pescoço preguiçosamente e sentia todos os pêlos dele se eriçarem. Depois caía num sono profundo... De quem estava cansada demais para escutar o final da fala dele que vinha horas depois. "Eu poderia ser só seu, se você quisesse. Ainda bem que não quer."


Hoje pode ser o dia em que todas as coisas cairão sobre mim. 
E eu não acredito que ninguém sinta por você o que eu sinto agora. 
Porque, talvez, você seja a única que pode me salvar.