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06 abril 2011 / Tags: , , , , , , , , , ,


Bem, primeiramente obrigada por visitar o blog! Como sempre, espero que leia todos os contos e de alguma forma divirta-se com todos eles. É sempre incrível tê-los por aqui. Estou tentando responder todos os comentários com um comentário no próprio post, então fique de olho, provavelmente vou responder seu comentário e se não comentou ainda, por favor, o faça!

Depois, creio que devo explicar porque este conto não é um conto como todos os outros. Na verdade, ele é. Não há nada demais nessas novas palavras. Apenas mais uma das estórias que eu costumo contar por aqui, só que dessa vez eu exagerei. Havia muito coisa a se dizer e eu acabei de me deixando levar pelas palavras. Esse - como eu supus seria melhor chamá-lo - "conto estendido" tem 15 páginas e 05 partes. O triplo do último conto.

Como isso poderia sobrecarregar o blog e postá-lo parte por parte iria me render muitos lamentos nos comentários, resolvi transformá-lo em .pdf e disponibilizar aqui o link para download. Fica a critério de o leitor baixá-lo ou não. Mas, bem, eu meio que me senti na obrigação de fazer uma coisa um tanto mais durável já que eu demoro tanto pra postar os contos por aqui. Talvez quando você termine esse, eu já tenha postado outro.

Este também é meio que um ensaio para um possível livro, quem sabe. Gostaria de declarar que sim, eu pretendo lançar um livro. Mas, não agora. Só quando eu me sentir preparada para isso, porque uma coisa é escrever contos num blog, outra é colocá-los em papel durável e arcar com tudo que vem após isso.
Enfim, já me prolongue demais. O link de download esta abaixo e se você não tem um leitor de .pdf, basta fazer o download link de um leitor excelente (Download do Leitor de PDF).  (E não se esqueça de comentar e de seguir o blog aí do lado e no twitter @contosIS!)



Boa leitura!


13 janeiro 2011 / Tags: , , , , ,


Aquele cabelo sem corte, aquela garota sem sorte esperando que o destino fosse gentil.
Quem vai lhe avisar que ele nunca é?

Sentada na janela do próprio quarto, no primeiro andar daquele prédio cinza, com as pernas jogadas em qualquer lugar. A saia entre elas. Saia de tule, babados velhos demais para a idade dela. Camiseta velha roubada do pai. Velho roqueiro. Velho frustrado. Apenas velho. Não é culpa dele.

E acredite, a última coisa que ela quer agora é lhe ouvir dizer que ela é bonita e inteligente e que tudo vai ficar bem. Ou mesmo sobre como um coração intacto pode ser valioso. Mas, especialmente, ela não quer ouvir nada além da própria respiração.

Nada pode doer mais que o vazio de nada sentir.

Os ventos levavam seus cachos que ricocheteavam por suas costas. O sol do crepúsculo era perseguido por uma nuvem grande, cinza e barulhenta. Sol e chuva. Iluminado o suficiente para quem quiser ver o quão dói está sozinha. Cortado pelos pingos o suficiente para dar idéia de esconderijo mal pensado.

Era o fim da tarde. A noite estava vindo.

Antes companheiro, agora o gato felpudo dormia no tapete que cobria o chão. Não parecia nem um pouco interessado nos pingos da janela. Nem na dona. Aliás, quem estava?

Quem gostaria de ouvir suas lamentações?
Quem gostaria de lhe abraçar agora?
Quem?

A xícara quente de chá dançava sobre suas mãos. Ela não estava interessada nas capas pretas e guarda-chuva lá em baixo, nem na utilidade de um casaco agora. O sol iluminava sua pele que refletia o tom moreno num mórbido branco-perolado. As árvores pareciam dançar, vendo dali.

E quanto tempo mais ela precisava esperar?

Até que ele venha, lhe tome as mãos e diga que está tudo bem. Então ela vai sentir que está mesmo. Vai abraçá-lo pelo pescoço e beijá-lo ali também. Vai amá-lo como nunca amou ninguém. E tudo que ele precisará fazer é sorrir. Sempre sorrir. Ele poderá ligar quando quiser só para ouvi-la respirar. Ele vai gostar de ir a todos os lugares que ela sempre sonhou ter alguém com quem caminhar. Vai ter uma câmera no pescoço e milhares de beijos nos lábios. Eles não morarão juntos, mas vão viver juntos. E especialmente, ele vai preenchê-la por completo.

E nunca abandoná-la no vazio.

Mas, quanto tempo vai levar até ele chegar? Quantos sentimentos trará consigo? Será que alguma lágrima ou apenas sorrisos? Ele dirá "eu te amo" no primeiro minuto ou depois de anos? Ele dirá, aliás? Seria bom ouvir.

Tantas dúvidas!

Mas a única que realmente incomodava era: Ele existia? Caso sim, onde está?  Perto, longe ou distante demais? Ela sentaria ali todos os dias se preciso e juntaria as mãos num pedido suave: "Venha logo, antes que o vazio se torne tudo que terei para oferecer."


Esperar por você dói demais.
Você não sabe a falta que faz, mesmo que eu ainda não te conheça.

22 dezembro 2010 / Tags: , ,

Você gosta de jogos?
Eles adoram.
Especialmente se colocam fortunas em xeque.

Quem são Eles?
Você já os conhece.

Estão nas principais revistas, meio sociais e cargos importantes. São o chefe que ninguém conhece, são o mito das maiores empresas, das maiores fortunas. Mas, eles estão velhos. Breve serão substituídos. Por quem? PELOS MELHORES. Eis que os melhores sempre o foram. Eles são os alunos de notas mais altas na escola, os medalhistas de ouro nos campeonatos seja do que for, os que nunca erram, nunca são vistos em maus lençóis. Aqueles que todos nós queremos ser: Os Perfeitos.

Contudo, tudo que é misterioso penetra fundo em nossos olhos, instigam nossa alma. Está na essência do ser humano querer conhecer tudo aquilo que ainda não domina. Mesmo que isso custe caro.

E, afinal, qual o preço da perfeição? Penetre fundo nas almas das pessoas que a maioria buscar ser e conheça realmente o lado mal de ser perfeito.

CONFIRA CLICANDO AQUI


O Conto Extendido "Uma Tal de Perfeição" É um projeto paralelo do Blog ILZYSOUSA.BLOGSPORT.COM/ 
Toda e Qualquer Copia é PROIBIDA! 

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Um comentário da autora: Desde o começo do ano, tenho pensado em escrever essa história. Mais do que nunca, ela tem um caráter auto-biografico e pessoal, mas ainda continuo afirmando que a personagem principal, nem nenhum dos personagens, sou eu. Apenas tem muito de mim, muito do que eu vejo, muito do que eu vive e do que nunca viverei.

Afinal, Eu tenho mesmo essa mania estranha de transformar o Cotidiano em Fantástico. É o que fazem os escritores: transformam a vida em algo interessante de se presenciar.