Um suspiro no silêncio

25 janeiro 2016 / Tags: ,



Depois de passar os últimos dias de pleno silêncio entre nós encarando meu coração de polaroids na parede e sentindo essa saudade que nunca vai embora cortar-me de dentro pra fora o tempo todo, hoje finalmente tirei nossa fotografia do centro do coração e coloquei dentro de uma das gavetas da escrivaninha. No lugar dela, coloquei uma minha em que sigo em frente caminhando através de uma das cidades dos meus sonhos.

Tu sabe, eu gosto mesmo de analogias.
Sou simbolismo da cabeça ao pés. 

Isso não significa que te esqueci ou que deixei de te amar por um momento sequer. Significa apenas que finalmente lembrei que amar também significa não trocar minha sanidade mental pelo bem estar de ninguém.

Voltei esse amor que grita em mim pra dentro e me encontrei lá encolhida de tanta dor, suando a febre da raiva que me adoeceu por tudo por simplesmente não ter coragem de te dizer diretamente tudo que me rasga aqui. Aquele eu que abandonei nos últimos tempos pra sobrar espaço pra não te perder. Abracei a minha cintura bem forte e chorei lágrimas que ninguém viu. Prometi que seriam as últimas.

Recoloquei meus objetivos nas paredes do meu cérebro piscando em letras neon. Internei meu coração na UTI e de lá ele só sai quando for seguro novamente. Enquanto isso, vou cuidando de mim do jeito torto que sei, aprendendo coisas novas, crescendo como pessoa, estando perto de quem me quer bem e no final do dia me pergunta como-estou-muito-bem-obrigada.

De ti, eu guardo essas lembranças cheias de buracos, uma saudades de alguém que nem sei mais se existe e um amor que apenas é-e-esta-lá-na-gaveta. Independente de ti, de mim, de quem quer que seja. É e sempre existirá em mim. Então, me faz o favor de ficar bem, se alimentar direito e tentar sorrir todos os dias. 

É o que eu estou fazendo por mim mesma agora.

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